A disputa pelas vagas para a Copa do Mundo foi apenas um dos destaques da Data Fifa deste mês de março, que terminou na terça-feira. A implementação das pausas para hidratação em vários jogos de seleções gerou debate. A Fifa anunciou em dezembro a pausa obrigatória para hidratação na Copa do Mundo de 2026, que acontecerá aos 22 minutos de cada tempo e durará três minutos.
A medida foi testada em vários jogos de seleções, como México contra Portugal, Estados Unidos contra Bélgica e Coreia do Sul contra Costa do Marfim. O técnico Roberto Martinez, de Portugal, acredita que a pausa pode mudar o jogo, enquanto o técnico Rudi Garcia, da Bélgica, vê a medida como uma oportunidade para discutir estratégia com o time.
No entanto, nem todos concordam com a medida. O técnico Didier Deschamps reclamou que a pausa pode arruinar o ritmo do jogo. A previsão é de que a Copa do Mundo seja realizada sob intenso calor, principalmente nos Estados Unidos, entre junho e julho. A Fifa tem avaliado os riscos relacionados ao clima e contará com suporte meteorológico dedicado durante o torneio.
Haverá um modelo escalonado de mitigação de calor, com medidas como sistemas de nebulização e ampliação da distribuição de água. O calor extremo pode provocar perda de água do corpo, diminuir a intensidade dos movimentos e afetar a concentração do jogador. O diretor de performance da seleção do Peru, Bruno Mazziotti, explicou que o aumento da temperatura interna pode levar a uma queda no desempenho físico e cognitivo.
O preparador físico do Orlando City, Sandro Graham, comentou que as pausas de três minutos para hidratação ajudam, mas não são suficientes para atender ao déficit de hidratação de um jogo sob calor extremo. A hidratação não influencia imediatamente a regulação da temperatura do corpo e não resolve 100% do problema.
A próxima Copa do Mundo será o primeiro grande torneio de seleções a interromper todos os jogos no meio de cada tempo, por três minutos. A Conmebol introduziu esse tipo de pausa antes, na Copa Libertadores deste ano. O relatório “Campos em Perigo” indicou que a Copa do Mundo de 2026 pode ser a última do gênero se não houver mais ações contra a crise do clima.
Das 16 sedes da próxima Copa, 10 já ultrapassaram os limites seguros de calor para a prática do futebol. A Organização Meteorológica Mundial alertou que o clima da Terra está mais desequilibrado do que em qualquer outro momento registrado na história. As emissoras que transmitirem a Copa poderão exibir comerciais durante os intervalos obrigatórios para hidratação, com uma janela de cerca de dois minutos e 10 segundos para os comerciais.
Jornal Nacional: Veja a definição das vagas para a Copa do Mundo na Europa







