O Real Madrid estuda a entrada de investimento externo, alterando seu modelo de propriedade pela primeira vez desde 1902. Florentino Pérez, presidente do clube, apresentou a proposta aos sócios em assembleia, visando a criação de uma subsidiária com um acionista minoritário detentor de aproximadamente 5% das ações. O controle permaneceria com os sócios.
A diretoria analisou alternativas para valorizar o clube sem perder sua identidade de associação, buscando identificar o valor de mercado do Real Madrid e protegê-lo de influências externas. Pérez descartou a abertura de capital na bolsa e enfatizou que o investidor deve compartilhar os valores do clube e defendê-lo de ataques externos.
A aprovação do novo modelo depende de uma assembleia extraordinária com sócios compromissários, que decidirão se a proposta será submetida a referendo. Pérez garantiu que o Real Madrid continuará sendo um clube de seus sócios, mas justificou a medida como necessária diante do cenário atual do futebol.
O presidente criticou Javier Tebas, presidente de LaLiga, a UEFA, árbitros espanhóis e o Barcelona, acusando Tebas de tentar alterar leis para aumentar a fatia de LaLiga nas receitas do Real Madrid. A reestruturação protegeria o clube dessas pressões.
Diferente da conversão para Sociedade Anônima Desportiva, o Real Madrid adotaria uma estrutura em que cada sócio possuiria uma ação, transmissível apenas para descendentes. O investidor receberia dividendos, mas não teria direito a voto. Os sócios manteriam o poder de eleger o presidente e alterar o estatuto, mas não receberiam dividendos. Detalhes adicionais serão apresentados na assembleia extraordinária.
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