Adversários do Brasil se destacaram também em outras edições do Mundial ao recolher resíduos dos estádios após jogos
Apesar do adeus precoce na Copa do Mundo após a eliminação para o Brasil nesta segunda-feira, o Japão será muito lembrado na edição de 2026 por conta de sua torcida. Historicamente, os japoneses possuem a tradição de deixar os estádios limpos após as partidas, algo que sempre é elogiado desde que o país asiático se tornou presença frequente nos Mundiais, em 1998.
A atitude dos japoneses chama a atenção para o meio-ambiente dentro do universo do futebol. Uma partida com estádio lotado, principalmente em uma Copa do Mundo, pode gerar grande quantidade de lixo e sujeira. Por exemplo: segundo estimativas da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), cidades-sede de um Mundial já chegaram a registrar incrementos diários de até 15 mil toneladas de lixo. Em 2014, as capitais brasileiras que receberam jogos dobraram sua produção diária.
Ainda em 2014, durante o Mundial em solo brasileiro, os torcedores do Japão fizeram exatamente igual ao realizado em 2026. No Brasil, o comportamento japonês inspirou pessoas a cuidarem mais desta questão, um passo importante para que o futebol seja aliado de um planeta melhor.
Também inspirada pelos japoneses, a Klivex, distribuidora de produtos de higiene e limpeza de Indaiatuba e região, organizou campanhas que relacionam o meio-ambiente e o mundo do futebol. No primeiro trimestre deste ano, durante o Paulistão A1, a marca organizou uma campanha que incentivava a torcida do Primavera a recolher o próprio lixo.
A ação foi considerada um sucesso pelas partes. Em cada partida no estádio Ítalo Mário Limongi, foram disponibilizados mais de 4 mil kits com um saco de lixo vermelho, a fim de incentivar os próprios torcedores a manterem o local limpo. Após o recolhimento dos resíduos feito pelos torcedores, o destino do lixo eram as lixeiras e containers no estádio, com apoio da Prefeitura de Indaiatuba. A proposta ainda incluía que parte do valor arrecadado com o material reciclado traria retorno à sociedade ao ser destinado ao Funssol (Fundo Social De Solidariedade de Indaiatuba).
“Para nós, a beleza do futebol não só está dentro de campo, mas em tudo o que envolve uma partida do esporte. A atitude dos japoneses é linda e buscamos fazer igual. Naquela oportunidade, acreditamos na força da apaixonada torcida do Primavera e obtivemos sucesso ao estimular o Jogo Limpo”, destaca o diretor executivo da Klivex, Mauro Silveira.
Entre outros dos exemplos de iniciativas de proteção ambiental no futebol brasileiro, destacam-se clubes como Internacional e Juventude. O Colorado construiu um sistema de captação da água da chuva para reuso no Beira-Rio, enquanto o Jaconero já utilizou paineis solares para gerar energia no Alfredo Jaconi.
Em âmbito mundial, em 2022, na edição do Catar, a própria FIFA fez questão de cuidar mais dos resíduos gerados nas partidas da Copa. De acordo com o comitê organizador do Mundial, 80% do lixo gerado no solo catari foi reciclado. O número chega a cerca de 2 mil toneladas de resíduos, reciclados ou submetidos a processos de compostagem.
Foto: EgajaMídia / Divulgação






