A eliminação do Bahia na Libertadores diante do O’Higgins provocou uma série de impactos na temporada do clube. Além de perder receita, o Tricolor comprometeu seu calendário e aumentou a pressão sobre a equipe.
Em 2025, o Bahia foi o oitavo clube do Brasil que mais arrecadou com premiações, com um total de 47 milhões de reais. Dessas receitas, cerca de 60% vieram de participações na Libertadores e Copa Sul-Americana. No entanto, em 2026, o clube receberá apenas 2,5 milhões de reais pela participação na segunda fase eliminatória da Libertadores.
A ausência de competições internacionais também afetará a receita do Bahia com bilheterias. Em 2025, seis partidas do clube na Casa de Apostas Arena Fonte Nova renderam uma receita bruta de 8,3 milhões de reais. No jogo contra o O’Higgins, a bilheteria foi de 1,7 milhão de reais.
O Bahia fechou a temporada 2025 como o time do Brasil com mais jogos disputados, com 80 partidas. No entanto, sem calendário internacional e sem participação na Copa do Nordeste, o clube tem apenas o Campeonato Baiano, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro como desafios em 2026. Se chegar às finais de todas as competições, o Bahia pode disputar 46 partidas e totalizar 60 jogos no ano.
A pressão sobre o treinador Rogério Ceni e a equipe aumentou após a eliminação na Libertadores. O técnico admite que o cenário ruim será difícil de reverter e que o prejuízo é gigantesco. A primeira oportunidade para o Bahia melhorar sua situação é o jogo contra o Juazeirense, pela semifinal do Campeonato Baiano, marcado para o próximo sábado.
O Bahia pode fazer sua temporada com menos jogos nos últimos 20 anos. A única vez que o clube fez menos de 60 partidas em uma temporada foi em 2022, quando disputou 59 jogos. O recorde negativo do século é de 2005, com apenas 37 confrontos disputados. A equipe precisa se recuperar e melhorar seu desempenho para evitar um ano difícil.
“Prejuízo gigantesco”, diz Rogério Ceni após eliminação do Bahia na Libertadores





