Conselheiros do Avaí solicitaram formalmente informações detalhadas sobre o trabalho da Genial Investimentos na busca por investidores para o clube. O pedido inclui um relatório sobre todas as negociações com fundos, empresas e instituições, especificamente sobre contato com o Radford Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado, citado em investigações da Polícia Federal.
A solicitação ocorre após a Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo fundos de investimentos ligados ao PCC. O Banco Genial administrava um dos fundos investigados desde agosto de 2024. Os conselheiros buscam esclarecer se há relação entre este fundo e as negociações em nome do Avaí.
Victor Gaspodini, conselheiro responsável pelo requerimento, declarou que o objetivo é proteger o clube de fraudes e recursos ilícitos, reforçando o papel fiscalizador do conselho.
A diretoria do Avaí, presidida por Júlio Heerdt, respondeu que não pode divulgar informações confidenciais sobre os fundos interessados, devido a acordos de confidencialidade. No entanto, confirmou ter questionado o Banco Genial, que negou qualquer contato ou negociação com o fundo mencionado no requerimento.
O Banco Genial declarou ter sido surpreendido com a citação de seu nome na Operação Carbono Oculto, alegando ter tomado conhecimento do caso pela imprensa e não ter recebido notificação oficial. A instituição informou que o fundo Radford, alvo das denúncias, passou a ser administrado em agosto de 2024, após diligência sobre ativos e investidor.
Diante da repercussão, o Banco Genial renunciou aos serviços prestados ao fundo, reiterando seu compromisso com governança, ética e compliance, repudiando qualquer envolvimento com os fatos investigados e se colocando à disposição das autoridades.
Legenda não encontrada.






