A Fifa firmou um acordo com o Fundo Saudita para Desenvolvimento (SFD), visando a concessão de até um bilhão de dólares em empréstimos para infraestrutura futebolística em países em desenvolvimento. O financiamento se destina à construção e modernização de estádios e outras instalações.
A entidade não divulgou um cronograma para o início dos investimentos, nem especificou quais países ou projetos serão priorizados. A Fifa declarou que focará em nações com projetos que integrem o esporte ao desenvolvimento nacional.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou que o acordo é fundamental para assegurar que as associações afiliadas tenham as instalações necessárias para o desenvolvimento global do futebol. A Fifa possui 211 associações filiadas e estima que a economia global do esporte contribui com aproximadamente 2% do PIB mundial.
O memorando de entendimento amplia a colaboração entre a Fifa e a Arábia Saudita, que já inclui o patrocínio global da Aramco à entidade. O acordo com a empresa petrolífera estatal gerou críticas de defensores dos direitos humanos e ambientalistas. O governo saudita nega as acusações de violações de direitos.
Peter Crisp, ativista da Fossil Free Football, criticou o acordo, alegando que a Arábia Saudita utiliza o futebol para fortalecer laços e manter o fluxo de recursos petrolíferos, mesmo diante da crise climática. Ele acusou a Fifa de depender financeiramente do dinheiro proveniente de combustíveis fósseis.
A Arábia Saudita sediará a Copa do Mundo de 2034. O Fundo de Investimento Público saudita foi o principal parceiro da Copa do Mundo de Clubes de 2025, realizada nos Estados Unidos.
Arábia Saudita sedia a Copa do Mundo de 2034






