Liderança do futebol espanhol admite falhas no combate ao racismo

Vinicius Junior liderará o Real Madrid em mais um embate contra o Benfica por uma vaga nas oitavas de final da Champions League. O jogador brasileiro segue firme na luta contra o racismo, tema que marcou o jogo de ida. O presidente da La Liga, Javier Tebas, reconhece que o futebol europeu precisa fazer mais sobre esse problema.

Tebas acredita que Vinicius sofre mais insultos racistas porque se tornou um líder contra o racismo. Ele elogia a postura do jogador, afirmando que é valente em suas manifestações e atitudes. O presidente da La Liga está no Brasil para um intercâmbio institucional com a CBF.

Vinicius denunciou um ato de racismo por parte do atacante Prestiani durante o jogo da semana passada entre Benfica e Real Madrid. O jogador argentino foi suspenso provisoriamente pela Uefa, que investiga o caso. Não é o primeiro ato de racismo direcionado a Vinicius na Liga dos Campeões. Torcedores do Atlético de Madrid o xingaram de chimpanzé antes do jogo do time espanhol contra a Inter de Milão em março de 2024.

O atacante brasileiro enfrenta situações semelhantes na Europa, principalmente na Espanha, desde outubro de 2021. São pelo menos 25 casos registrados de racismo contra Vinicius na Europa, em estádios, no entorno ou nas redes sociais. A La Liga conta com um grupo especial que acompanha o atacante em jogos fora de casa para detectar gritos racistas há dois anos.

Tebas defende a perda de pontos no Campeonato Espanhol para clubes responsabilizados por episódios de racismo. Ele também sugere fechar arquibancadas e estádios como medida para punir. A La Liga não tem poder de sancionar torcedores, jogadores e clubes por episódios de racismo, de acordo com a legislação da Espanha.

As ações de Vinicius transformaram a sociedade espanhola, com pessoas sendo presas e condenadas por delitos de ódio e racismo no futebol. A primeira sentença aconteceu em 2024, ligada ao episódio no estádio Mestalla. Até agora, houve cinco condenações.

O Supremo Tribunal da Espanha estabeleceu critério fixo para insultos racistas a imigrantes como delito de ódio. Tebas já discutiu com Vinicius sobre o tema e pediu desculpas após afirmar que o atacante precisava se informar sobre o trabalho feito pela liga contra o racismo.

A La Liga criou a plataforma LALIGA VS Racism para centralizar ações, conscientizar o público e facilitar denúncias. A liga espanhola e a federação espanhola de futebol incorporaram o protocolo de atuação de incidentes públicos de racismo, aprovado pela Fifa.

Um levantamento do Observatório Espanhol de Racismo e Xenofobia revelou que houve mais de 33.400 casos de discursos de ódio nas redes sociais na temporada passada. Lamine Yamal, do Barcelona, foi o principal alvo, enquanto Vinicius recebeu 29% das mensagens. O jornalista Salvador Moya afirma que houve avanços importantes sobre o tema na Espanha, mas que não se pode baixar a guarda e deve-se seguir educando, principalmente com sanções mais duras.

Tebas sobre ações de La Liga em casos de racismo: “Não estávamos fazendo o suficiente”

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