Um painel da Fifa, formado por ex-jogadores, busca facilitar a elucidação de casos de discriminação em campo após a denúncia de racismo feita por Vinícius Júnior contra o argentino Gianluca Prestianni. O ex-zagueiro inglês Mikaël Silvestre afirmou que o grupo pretende sugerir punições para jogadores que tapam a boca durante discussões em campo, como fez Prestianni ao se dirigir a Vinícius Júnior.
O incidente ocorreu durante uma partida no Estádio da Luz, quando Vinícius Júnior acusou Prestianni de tê-lo chamado de “mono” e o árbitro François Letexier acionou o protocolo antirracista, paralisando o jogo por 11 minutos. A denúncia se tornou o assunto principal no futebol mundial no dia seguinte ao jogo, com a Fifa lamentando o episódio e a Uefa decidindo abrir uma investigação.
No entanto, a impossibilidade de leitura labial pode tornar mais difícil a comprovação do que realmente foi dito por Prestianni. Silvestre afirmou que o painel de ex-jogadores da Fifa pretende encerrar essa questão, buscando vias para sancionar jogadores que tapam a boca durante discussões. Ele também destacou que casos como esse precisam ser esclarecidos com velocidade, com possíveis suspensões e programas de educação para os jogadores.
A denúncia de Vinícius Júnior tem como base os depoimentos do próprio jogador e do seu colega de time Kylian Mbappé, que afirmou ter ouvido Prestianni chamar Vinícius Júnior de macaco cinco vezes. Já Prestianni negou ter proferido ofensas racistas e o Benfica se colocou ao lado do jogador, com o técnico José Mourinho responsabilizando Vinícius Júnior pela confusão.
Silvestre criticou a postura de Mourinho, afirmando que o técnico se equivocou na avaliação do caso e que seus comentários se desviam da verdade. Ele também destacou que o comportamento de Prestianni é inaceitável e que o painel da Fifa pretende tomar medidas para evitar que casos semelhantes ocorram no futuro.
Um caso semelhante ocorreu em 2021, quando o zagueiro tcheco Ondrej Kudela foi suspenso por dez jogos pela Uefa após ser acusado de ofensas racistas por um jogador do Rangers. Kudela também tapou a boca durante a discussão, mas a Uefa conseguiu proferir a sentença 26 dias após a partida. Após um ano, Kudela pediu desculpas publicamente pelo ocorrido.
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